domingo, 26 de maio de 2019

Inteligência espiritual

A Bíblia refere no Novo Testamento que existe a necessidade do cristão crescer na sua inteligência espiritual. A inteligência define-se na capacidade de escolha acertada perante várias hipóteses que nos apresentem. Para que o cristão possa escolher acertadamente precisa de analisar todas as vantagens e desvantagens das hipóteses, o que exige dele uma capacidade de raciocinar, pensar, e compreender.

O apóstolo Paulo refere sobre a necessidade dos cristãos possuírem inteligência espiritual na sua carta aos colossenses. “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;” Cl 1:9. A inteligência espiritual reflete a capacidade de conhecer a Deus, compreender a sua vontade, e na capacidade de pensar e interpretar a realidade a sua volta com base nesse conhecimento de Deus.

Para desenvolver a inteligência espiritual, o cristão pode socorrer-se em Deus e pedir que a dê, como nos aconselha o apóstolo Tiago, no versículo a seguir: “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.” Tg 1:5 Deus é aquele que com o seu Espírito Santo pode dar ao cristão a capacidade de agir com bom senso, de forma reta, e de praticar bons atos.

Para além de buscar a inteligência espiritual na oração, o cristão, pode também meditar na Palavra de Deus, pois Nela temos a compreensão daquilo que agrada a Deus e das formas corretas de resolver as várias questões do dia a dia. O nosso Pai Celeste aconselha-nos a buscar o entendimento correto sobre a vida através da meditação na Palavra, como podemos ler no versículo seguinte: “Não se aparte a tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” Js 1:8

O objetivo da inteligência espiritual é que o cristão saiba andar dignamente diante de Deus, agradando-O em tudo como nos diz o versículo a seguir: “para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.” Cl 1:10 Um andar que agrada a Deus é um andar de acordo com o carácter e mandamentos do Senhor Jesus, praticando toda a boa obra que o nosso Deus preparou para o cristão.

Na sua carta aos efésios o apóstolo Paulo demonstra que o andar que agrada a Deus, é caracterizado por ser um andar que revela o carácter de Cristo: “Rogo-vos, pois, eu o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz;” Ef 4:1-2

Para além de refletir o carácter do nosso Mestre, o Senhor Jesus, o andar que agrada a Deus, contribui para a harmonia do corpo de Cristo e para a paz com os outros. “procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação.” Ef 4:3-4. Isto porque, é uma forma de andar que evita as contendas e todos os sentimentos carnais que possam contribuir para alimentar os desentendimentos como invejas, ciúmes, ódios, etc. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito,” Ef 5:18.

A inteligência espiritual também permite ao cristão andar de forma vitoriosa contra o pecado, contra as hostes espirituais da maldade. O nosso Pai Celeste, deu-nos como exemplo o seu Filho, aquele que venceu o mundo, o pecado, e o inferno; Deus deseja que como o seu Filho venceu possamos vencer também.

Assim, podemos ver que a inteligência espiritual permite a prática da Palavra de Deus, nas várias situações da vida e com isso possibilita que o cristão ande de modo digno da vocação dada por Deus, vencendo a carne, o pecado e a Satanás.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Julgar-nos a nós próprios


O nosso Mestre, o Senhor Jesus diz-nos que não devemos julgar o próximo, porque cabe apenas a Deus o papel de julgar. Quando se fala de julgar, está-se a referir a tendência de que existe em sentenciar ou condenar o próximo. O ser humano é tendencialmente pecador e por isso sujeito a falhas em vários sentidos. A melhor atitude que o cristão pode tomar em relação ao pecado que o cerca é avaliar-se ou julgar-se a si próprio.

O nosso Mestre, diz-nos no evangelho segundo Mateus que não devemos julgar, e que a forma como julgarmos os outros definirá a forma como seremos julgados. “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido, vos medirão a vós também.” Mt 7: 1-2.

Para além de não aprovar o ato de julgar o próximo, o nosso Mestre Jesus, pergunta, porque não vemos as faltas e pecados que existem na nossa vida, ao invés de apontar-mos as faltas dos outros. “Porque vês tu o argueiro no olho do teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” Mt 7:3 Devemos por isso, antes que apontar as falhas dos outros, olhar para nós mesmos e verificar o que não está bem em nós e o que precisa de ser consertado.

A atitude de falar das faltas dos outros, pode ser uma atitude hipócrita, como vemos de seguida, no evangelho de Mateus. “Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” Mt 7: 5-5 Por outras palavras, a pessoa está comportar-se como se tivesse valores morais que na verdade não possui; e essa falta de valores, demonstra-se nas suas próprias falhas.

O nosso Mestre diz-nos então que no momento em que a pessoa aponta as falhas dos outros, finge então ser alguém, com uma perfeição moral que não tem. No fundo, para julgar o próximo, a pessoa acaba por apontar nos outros a falta de valores de valores, que também não os possui, e que impede de ver os seus próprios pecados.

Deus por ser omnisciente e omnipresente sabe tudo o que fazemos e pensamos tanto de bom como de mau. Muitas vezes, para além do próprio pecador, apenas Deus sabe a dimensão dos pecados que existe na vida do homem. Por isso, perante a quantidade de pecados que o homem pratica diariamente, o nosso Senhor Jesus, questiona a coragem para apontar os pecados dos outros.

Por outro lado, a perspetiva do pecado alheio é sempre muito mais pequena do que perspetiva do próprio pecado que o homem tem ao ver-se a si próprio. Por isso, o nosso Mestre compara o pecado que se está a ver no outro como um argueiro, e o pecado que se sabe existir na própria vida como uma trave. Um cisco, é um pequeno grânulo, enquanto que uma trave é um objeto de maior dimensão. Por isso, o nosso Mestre aconselha-nos a não só evitar julgar os outros mas, mais do que isso, avaliar as nossas falhas e emenda-las.

O apóstolo Paulo fala-nos disso na epístola aos Romanos, como vemos a seguir: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as coisas que condenas. Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.” Rm 2:1-2

Deus Pai é o único que julga, pois é Deus, e no momento certo retribuirá a cada homem, conforme as suas obras. Aqueles que perseverarem em fazer aquilo que é justo serão recompensados e os que fizerem o mal serão condenados. “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumularás contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo, de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: a vida eterna aos que perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem a verdade e obedecem a injustiça.” Rm 2:5-8.

A Palavra de Deus diz-nos o que Deus valoriza que o homem faça e por isso deve servir de parâmetro para a avaliação que o homem faz dos seus comportamentos. Deus enviou-nos o bom Pastor, que está a cada dia connosco e que deseja dirigir os nossos passos através da Palavra. Quando falharmos podemos socorrer-nos no Espírito Santo e buscar Nele auxílio para fazer aquilo que Deus nos ordena, porque sem Ele nada podemos fazer de bom.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Conhecer a Jesus Cristo


A vida eterna é algo que todos os homens desejam e as vezes existem dúvidas sobre o que se pode fazer para alcançar a vida eterna com Deus. O nosso Mestre o Senhor Jesus, diz-nos que a vida eterna é conhecer a Deus Pai e conhecer ao seu Filho, a quem Ele enviou, como vemos a seguir: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Jo 17:3.

Depois de saber que a vida eterna é conhecer ao Pai e aos seu Filho Jesus, fica a questão o que é conhecer a Jesus Cristo? Conhecer a Jesus Cristo é conhecer ao seu coração, saber o que Ele pensa, e também conhecer o seu carácter. Para se adquirir esse conhecimento é necessário intimidade com o nosso Mestre, através da oração e da meditação da Palavra de Deus.

Quanto mais conhecemos a Deus mais vemos da sua majestade e nos sujeitamos a Deus através da obediência aos seus mandamentos. Por isso o apóstolo João refere que aprova de que conhecemos a Deus é o facto de guardarmos os seus mandamentos. “ Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seu mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seu mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. ” 1 Jo 2:3-4

Todos os mandamentos do nosso Senhor Jesus refletem o seu carácter, e o carácter de Deus Pai. Vemos que ao longo do seu ministério Jesus demonstrou que tinha o mesmo coração Amoroso que o Pai. Como Deus Pai e Deus Filho são Amor, todos os mandamentos de Jesus estavam permeados de amor. Todos os milagres e curas que Jesus Cristo realizou eram fruto do seu grande amor pelo aflito e necessitado.

O nosso Mestre nos recomendou que fossemos humildes, e deixou-nos o seu próprio exemplo para seguirmos. Jesus Cristo, apesar de ser Filho de Deus cheio de glória e de majestade, por amor a nós pecadores, esvaziou-se da sua majestade e veio viver na terra como homem humilde. Vemos isso a seguir: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele subsistindo em forma de Deus, não julgou por usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz ” Fp 2: 5-8

Para agradarmos a Deus Pai, Jesus Cristo recomenda-nos então a mesma humildade que Ele tinha. Ser humilde para com Deus é reconhecer que nada podemos fazer sem Ele, e por isso submeter-nos totalmente aos seus mandamentos e a sua vontade. Para além de devermos ser humildes para com Deus, devemos também ser humildes uns para com os outros. “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.” Fp 2:3

Para além de ser humilde Jesus também era manso; por isso o nosso Mestre recomenda-nos a mansidão. Ser manso é ter a capacidade de ser delicado com todos, e de ter domínio próprio para controlar as emoções para agir em amor, mesmo sofrendo injustiças e assim obedecer a Deus. Para sermos mansos, devemos também não buscar a vingança, nem retornar o mal com o mal.

Nos versículos a seguir vemos as recomendações do apóstolo Paulo para sermos mansos, quando sofrermos injustiças. “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmo, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” Rm 12: 17-19, 21.

Deus é Todo-Poderoso, e governa tudo na terra e deseja que os cristão confiem no seu puder de julgar e retribuir as ações dos homens. Por isso o nosso Senhor Jesus recomenda-nos diretamente que não pratiquemos a vingança, mas que pelo contrário abramos o nosso coração para amar aqueles que nos ofenderem. Vemos isso a seguir: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vosso inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mt 5: 43-44.

O nosso Mestre para além de amar aqueles que tinham necessidade de socorro, Ele vivia para fazer a vontade de Deus. Por isso, o nosso Mestre ensina-nos que Deus deseja que vivamos para praticar aquilo que é justo para Deus e que lutemos para fazer crescer o Reino de Deus. No evangelho de Mateus vemos a recomendação do nosso Mestre para que tenhamos sede e fome da justiça. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mt 5:6,

Por tudo isso, a cada dia temos de lutar para conhecer mais a Jesus Cristo, e buscar ao seu Espírito Santo para que possamos então demonstrar que conhecemos a Deus através das nossas atitudes diárias e através da nossa obediência aos mandamentos de Deus. Quando cumprirmos os mandamentos de Deus estamos também a amar a Deus e deixar que o Espírito Santo encontre lugar na nossa vida para usar-nos como desejar.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A prática da Verdade

O nosso Deus tem nos falado aos longo dos últimos tempos através do seu Filho Jesus e da Verdade que Ele nos transmitiu. Essa verdade está registada na Bíblia Sagrada e está acessível a todos os que desejam conhecer a Deus. O nosso Senhor Jesus é a Verdade, e Ele deseja ter um papel central nas nossas vidas, tornando-se nosso Senhor de Salvador.

Para permitirmos que o nosso Senhor Jesus tenha um papel central nas nossas vidas é necessário também que a Verdade, a Palavra que foi registada nas Sagradas Escrituras, tenham um papel central nas nossas vidas. Vemos no evangelho de João que o nosso Senhor Jesus, se definiu como a Verdade, e também como caminho para chegar ao Pai e alcançar a vida eterna. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” Jo 14:6

O nosso Mestre, transmitiu aos homens a Palavra do Pai Celeste, por isso, tudo o que Ele ensinou enquanto esteva na terra, eram ensinos no Pai. O nosso Senhor Jesus refere isso na oração que fez pelos discípulos antes de ser crucificado: “Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste” Jo 17:7-8.

Quando o homem ouve e pratica os ensinos do nosso Senhor Jesus está a praticar os ensinos do Pai e por isso a obedecer a sua vontade. Para qualquer homem agradar a Deus Pai é necessário que obedeça a Verdade: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora os seus mandamentos não são penosos.” Jo 5:2-3.

Para além de agradar o coração Pai Celeste a obediência a Verdade também santifica o homem, porque faz com que se separe daquilo que desagrada a Deus e pratique aquilo que é agradável a Deus. O nosso Senhor, pediu a Deus Pai que santificasse os discípulos Dele, na Verdade, porque a Palavra de Deus é a verdade, como vemos a seguir: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. (...)Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Jo 17: 6,17.

A prática da verdade tem um importância vital para que o cristão possa se santificar e deixar as coisas que desagradam a Deus. Por isso, o nosso Mestre Jesus alerta-nos de que todos os que se aproximam Dele e que ouvem a sua Palavra mostram prudência em pratica-La. Vemos isso na parábola dos dois fundamentos como vemos nos versículos a seguir: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” Mt 7:24-25.


Deus Pai mostrou-se ao mundo através do nosso Senhor Jesus, a Verdade, aquele que é a expressão exata do seu Ser. Quando obedecemos a Verdade estamos a amar a Deus, estamos a ser fieis ao nosso Senhor Jesus, e a abrir espaço para que o Espírito Santo possa fazer a sua obra em nós. Ser cristão é ser discípulo de Jesus Cristo, e assim, é estar comprometido diariamente com o Senhor e Salvador da nossas vidas.

O ministério da reconciliação com Deus

Deus criou o homem e deu-lhe capacidade mentais e físicas diferentes de todo a sua criação, fazendo com que o homem fosse a obra prima de Deus. Quando Deus criou a Adão, deu-lhes o privilégio de ter comunhão com Ele. Posteriormente, Deus criou a Eva para que Adão pudesse ter alguém com quem relacionar-se. Assim o homem poderia usufruir do Amor de Deus e ao mesmo tempo ter satisfeita a sua necessidade de relacionar-se com alguém semelhante e de ser amado.

Nos versículos seguintes vemos a criação do homem e depois da mulher: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.(...) Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idónea.(...) Então o Senhor fez caiar pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe.” Gn 2:7, 18,21-22.

Contudo, com a queda de Adão e Eva no pecado, a humanidade deixou de ter comunhão com Deus e Deus trouxe ao homem a possibilidade de tornar a ter comunhão com Ele através do sacrifício vicário do Senhor Jesus. Agora, o homem tem a possibilidade de ser amigo de Deus e de ter harmonia com o seu criador, fazendo o que Lhe é agradável. “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.” Cl 1:19-20.

Hoje, Deus chama a humanidade para usufruir a comunhão com Ele que o seu Filho, Jesus Cristo nos proporciona, através do seu sangue. Vemos isso no versículo seguinte: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” 1 Co1:9 Deus deseja utilizar os seguidores de Jesus Cristo, para chamar à sua presença outros homens, que não conhecem a Deus.

Para que o homem pecador possa ser utilizado diariamente por Deus, é necessário, que ele seja transformado, que ele adquira uma carácter progressivamente semelhante ao do Senhor Jesus, o Filho de Deus. Sabemos que o nosso Mestre, o Senhor Jesus é o modelo do cristão no carácter e no seu amor e serviço à Deus, e que por isso o apóstolo Paulo aconselhava aos cristãos imitar àqueles que imitavam a Cristo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1Co 11:1.

Depois de nascermos de novo, Deus deseja transformar-nos a semelhança do Senhor Jesus, para que tenhamos um carácter semelhante ao do seu Filho. Para além disso, Deus deseja também que busquemos na terra servir a Deus da mesma forma que o Senhor Jesus. Vemos no evangelho de João, que o Senhor Jesus vivia para fazer a vontade do Pai Celeste, ou por outras palavras, para fazer o que era agradável ao Pai Celeste e levar homens e mulheres à comunhão com Deus. “Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” Jo 4:34

Por isso ao seguir os passos do Senhor Jesus, o cristão precisa também de imitar o interesse do Mestre em levar vidas a relacionar-se com o nosso Deus. Esse interesse tem de ser diário, e refletindo-se num ministério de reconciliação dos homens com Deus, como nos diz os versículos a seguir: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” 2 Co 5:18-19.

O objetivo do desenvolvimento cristão é alcançar o máximo de semelhança de carácter com o nosso Mestre, o Senhor Jesus, e nesse processo de transformação Deus deseja usar-nos para atrair outras vidas para Ele, de forma a que o Reino de Deus vá-se se expandindo gradativamente por todos os continentes povos e nações.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Deus fala de várias maneiras

O homem foi feito a imagem e semelhança de Deus e por isso ele é dotado da capacidade de pensar, sentir e de se comunicar. Deus fez o homem para a sua glória e deseja comunicar-se com ele. Desde da queda do homem, o homem é inclinado para o pecado e precisa de Deus para mostrar-lhe que caminhos deve seguir, de forma a fazer aquilo que é bom e reto para Deus.

Deus deu ao homem, a oportunidade de relacionar-se com Ele, através do sacrifício do seu Filho, Jesus Cristo, como vemos a seguir: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.” Rm 5: 1-2

O homem precisa de Deus em cada dia, e em todas as decisões que toma. Deus, como Pai amoroso deseja ajudar o homem em todas as decisões e em todas as áreas da vida como vemos no livro do profeta Isaías: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” Is 30:21

O Filho de Deus, o Senhor Jesus também deseja conduzir os cristãos, como um Pastor conduz as suas ovelhas, como vemos no versículo a seguir: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.(...) As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” Jo 10: 14-15,27.

O nosso Senhor Jesus, como Bom Pastor, Ele não só busca diariamente trazer para a comunhão com Deus aqueles que não conhecem a Deus, como procura trazer os cristãos para os bons caminhos em áreas da vida em que não estejam a caminhar bem. O nosso Mestre faz isso de várias maneiras, como nos diz o versículo seguir: “Pelo contrário, Deus fala de um modo, sim de dois modos, mas o homem não atenta para isso.” Jó 33:14

O Espírito Santo, também fala e conduz os cristãos, desde que foi enviando ao mundo depois da morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo. O Espírito Santo, é o Consolador, aquele que conduz os discípulos de Jesus em toda a verdade. “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá até vós; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. (…) quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.” Jo 16:7,13.

Mesmo que nas primeiras vezes, o homem não O escute, Deus não desiste dele. O nosso Senhor Jesus ainda hoje busca aquele que se perdeu, e tudo faz para manter no seus caminhos as suas ovelhas. “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido” Lc 19:10. Jesus Cristo é aquele que não desiste do pecador, e que por isso deu a sua própria vida para que houvesse esperança para os perdidos e para aqueles que estão afastados de Deus.

O nosso Deus continua insistindo suavemente com aqueles que rejeitam pela primeira a Sua direção, falando de várias maneiras: através da Palavra, através do seu Espírito Santo enquanto os cristãos ouvem uma pregação na Igreja, através de outras pessoas e através da natureza.

O apóstolo Paulo diz-nos que a Palavra de Deus é usada pelo Espírito Santo para ajudar os homens a caminhar nos caminhos de Deus. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” 2Tm 3:16-17.

Se os cristãos derem ouvidos a voz de Deus poderão manter a comunhão com Deus, ou seja, poderão manter a harmonia entre a vontade de Deus e as suas vidas. E assim poderão crescer no conhecimento do amor de Deus e caminhar para a Pátria Celestial. Os caminhos de Deus são os melhores caminhos para o homem, porque são eles que conduzem a paz, a alegria e a avida eterna que o homem tanto deseja.