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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Olhai para as aves

As aves têm a particularidade de serem a única criação de Deus com capacidade de voar. Elas encantam o homem pelas suas asas e pelas suas diversas cores. O nosso Mestre, o Senhor Jesus, no seu sermão da montanha disse-nos que olhássemos para as aves dos céus porque elas têm várias lições para nós.

Nos versículos seguintes podemos ver as palavras do nosso Senhor Jesus: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” Mt 6:26

Uma das aves com quem podemos aprender coisas são os corvos, pois eles são um exemplo de fé em Deus. Estas aves confiam em Deus para a provisão de tudo o que necessitam. Por Deus providenciar tudo o que as aves necessitam podemos dizer que Deus as alimenta.

A forma como Deus sustenta as aves é dando as chuvas para que as plantas e as árvores cresçam e assim haja alimento disponível para as aves. “Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. “ Sl 104:27-28. As aves contudo, têm um papel a desempenhar para colaborar com Deus; ou seja, elas têm de procurar alimentos para elas e para os seus filhotes.

Deus sustenta os homens, e da-lhes tudo o que necessitam; contudo, o homem também tem de executar alguma ação. O homem deve trabalhar confiando que Deus o capacitará e que fará tudo para que tenha as suas necessidades supridas. O fato de Deus suprir as necessidades do homem não lhe tira a responsabilidade de trabalhar.

Por isso no livro de Provérbios vemos o conselho de observarmos as formigas e de seguirmos o seu exemplo. “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.” Pv 6:6-8 Vemos então que o tralhar é uma forma de o homem de praticar a prudência ensinada pelo Senhor Jesus. A fé em Deus deve ser acompanhada de alguma ação da nossa parte.

Devemos confiar que Deus suprirá as nossas necessidades, e não nos entregarmos a ansiedades porque isso é contrário a vontade de Deus. A nossa fé em Deus deve fazer-nos afastar toda a ansiedade como nos ensina o Mestre nos versículos a seguir: “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; Mt 6:31-34.

Uma forma de não dar lugar a ansiedade no nosso coração é focando o nosso olhar no Senhor Jesus, no seu reino Celeste e na sua vontade. “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Mt 6:33. Por outras Palavras se estivermos mais preocupados com a vontade de Deus do que com a nossas necessidades, não haverá espaço no nosso coração para ansiedade com coisas materiais. Por outro lado, Deus nos ajudará nas nossas necessidades.

As aves também nos ensinam a olhar em todas as direções como atitude de prudência. Por exemplo os mochos têm a capacidade de olhar de 180 a 360º o que permite avaliar tudo o que está a passar-se a sua volta. Não devemos ser precipitados nas nossas avaliações e nem nas atitudes que tomamos.

O Espírito Santo aconselha-nos a olhar para dois factos que orientaram a nossa vida: um o cumprimento da promessa de Deus Pai e o envio do seu Filho Jesus e outro a vinda do nosso Senhor Jesus para buscar a sua Igreja. No passado podemos ver que Jesus veio e que morreu por nós e olhando para o futuro podemos ver que a qualquer momento o Senhor Jesus voltará e que por isso devemos buscar estar dignos para irmos com o Senhor Jesus.

O apóstolo na sua epístola aos coríntios ensina-nos que o nosso Mestre deseja que nos recordemos do que Ele fez por nós e que Ele voltará para buscar a sua Igreja. “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e tendo dado graças, o partiu e disse: isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.” 1Co 11:23-26.

Por isso em todas as igrejas na celebração da Santa Ceia recordamos que Jesus deu o seu sangue para nos resgatar para Deus e que um dia voltará para buscar a Igreja. O nosso Mestre exorta-nos a praticarmos diariamente a nossa confiança em Deus e na sua provisão, pois Deus sustenta toda a natureza com o seu cuidado e também cuida de nós que somos a sua criação mais importante.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Os motivos da encarnação de Deus

Na época de Natal comemora-se em todo o mundo o nascimento do Senhor Jesus, o Filho de Deus. Ao longa das nossas vidas, muitas vezes temos o desejo de ver Deus, de estar com Ele face a face. Deus tornou isso possível ao enviar o seu Filho ao mundo; aquele que é a expressão exata do ser de Deus. Assim, o homem pode ver Deus, falar com Ele, ver o seu Poder e Glória.

Deus concedeu-nos essa graça ao fazer com que Maria, uma jovem com o coração dedicado a Deus, concebesse através do poder no Espírito Santo, desse a luz em Belém o menino Jesus, segundo as Escrituras. “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivesse antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.” Mt 1:18.

Deus Pai, tinha vários objetivos para enviar o seu Filho ao mundo, e uma delas foi a necessidade que os homens tinham de terem um mediador que os reconciliasse com Deus. Como mediador, Jesus pagou o preço da punição que deveríamos receber por causa dos nossos pecados, e fez-nos justos perante Deus.

Na primeira carta de Paulo à Timóteo vemos que o único mediador entre Deus e os homens é Jesus Cristo. “Portanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.” 1Tm 2:5-6. Quando desejamos ser recebidos por Deus como filhos, temos de aceitar que Jesus Cristo morreu por nós e pagou o preço dos nosso pecados.

O homem, por estar naturalmente inclinado as coisas condenadas por Deus é por natureza inimigo de Deus. Mas Deus reconciliou-se connosco porque Cristo, pagou o preço das nossas iniquidades, e com o seu sangue nos purificou de todo o pecado; tornando-nos aceitáveis perante Deus. Assim, como diz o versículo seguinte, Cristo reconciliou-nos com Deus. “e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.(...)porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” Ef 2:16,18.

Deus Pai, para além de nos dar, através de Jesus Cristo, a salvação, também deu-nos em Jesus um Mestre que nos diz o que é certo e o que é errado; o que agrada e o que desagrada a Deus. Ao longo dos evangelhos Jesus Cristo ensina-nos muita coisa sobre o que é agradável ao Pai Celeste.

Uma das coisas que Jesus nos ensinou foi como orar ao Pai Celeste: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” Mt 6: 9-10. O nosso Mestre ensina-nos a amar a Deus como um Pai; a santificar o seu nome, a desejar o seu reino e a sua vontade nas nossas vidas.

Como Filho de Deus, Jesus também é o nosso modelo de comportamento; aquele a quem devemos imitar na sua obediência ao Pai Celeste, no seu amor pelo próximo, e no seu carácter. Jesus sempre foi manso e humilde diz-nos que veio ao mundo não para ser servido, mas para servir; e ordenou-nos que fizéssemos da mesma maneira como Ele fez. “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” Jo 13:15.

Deus também nos concedeu a graça de sermos enxertados na Videira verdadeira que é Jesus. Nele no Senhor Jesus, podemos dar frutos, de acordo com a Natureza Santa de Deus. Podemos viver uma nova vida como cidadãos do Reino de Deus. Em Jesus temos tudo o que precisamos para vencermos o pecado e o mundo da mesma forma como Ele venceu. Em Jesus temos a graça de misericórdia que precisamos para caminhar para o céu.