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sábado, 12 de março de 2016

A primeira Páscoa

Na primeira Páscoa, o povo de Israel celebrou a sua libertação da opressão dos seus inimigos. Por outro lado, a primeira Páscoa foi a celebração da proteção conferida pela sangue do cordeiro da morte causada pelo destruidor enviado por Deus ao Egito. Geração após geração a celebração da Páscoa foi mantida pelo povo de Israel até a consumação dos tempos onde o verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo foi morto para a proteção do povo de Deus da morte eterna. 
 
Hoje também celebramos a Páscoa mas o motivo da nossa celebração não é mais a proteção do primogénitos dos homens e dos animais através do sangue do cordeiro, mas sim a proteção da morte eterna através do sangue do verdadeiro Cordeiro, derramado na cruz do Calvário.  
 
O nosso Deus instituiu a celebração da Páscoa porque iria libertar o povo de Israel da opressão dos egípcios e ao mesmo tempo iria julgar o Egito  enviando um anjo para matar todos os primogénitos dos egípcios e também dos seus animais. No livro do Êxodo vemos as palavras do nosso Deus: "Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogénitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor." Ex 12:12. 

 
No livro do Êxodo vemos Deus referindo que o sangue do cordeiro seria o sinal para que o anjo de Deus não ferisse o povo de Israel. Podemos ver as palavras de Deus sobre esse assunto no versículo seguinte: " O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito." Ex 12:13. 

Da mesma forma como o povo de Israel tinha uma marca distintiva, ou seja, o sangue do cordeiro, que protegia o povo da morte, hoje a Igreja do Senhor tem também uma marca que a distingue e que a protege da condenação eterna. Esta marca é o sangue de Jesus Cristo, o nosso Salvador.  
 
Através do sangue de Jesus Cristo a Igreja é purificada dos seus pecados e por isso é aceite na presença do Pai Celeste. Através desta enorme graça que é o sangue do Filho do Deus Altíssimo derramado na Cruz do Calvário, a Igreja de Jesus tem a oportunidade de ser liberta da escravidão do pecado e assim ter uma nova vida, de obediência e de consagração a Deus.   
 
O apóstolo Paulo diz-nos na sua carta aos efésios que através do precioso sangue de Jesus Cristo temos a remissão dos nossos pecados, devido a enorme graça de Deus. Podemos ver isso no vesiculo seguinte: "no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça." Ef 1:7. O mesmo diz o apóstolo Paulo na sua epístola aos romanos: "a quem Deus propôs, no seu sangue, como  propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos. " Rm 3:25. 
 
Apagados os nossos pecados, fomos reconciliados com Deus Pai e por isso, devido do sangue do Cordeiro temos a oportunidade de ter comunhão com Deus e de adorá-Lo. O apóstolo Paulo diz-nos que através da morte de Jesus Cristo, ou seja, do seu sangue, nós fomos reconciliados com Deus Pai ; e estando reconciliados, seremos salvos da morte eterna através da vida de Jesus Cristo. 
 
O Cordeiro de Deus, santo, puro e justo entregou o seu sangue por nós e morreu na Cruz do Calvário, mas ressuscitou ao terceiro dia, e vive para sempre. Como Ele ressuscitou, temos uma nova vida Nele e viveremos eternamente com Ele. Na epístola aos efésios, o apóstolo Paulo refere a ressurreição de Jesus Cristo e a nova posição de Jesus Cristo, como Rei dos reis, sentado a direita de Deus Pai e intercedendo por nós: "o  qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro." Ef 1:20-21.
 
Por este motivo, a festa da Páscoa é uma festa cheia de alegria porque comemora não só a libertação do povo de Deus da escravidão do pecado e da morte eterna, como também a obra grandiosa da salvação do nosso Senhor Jesus, que mesmo sofrendo tamanha oposição caminhou até ao fim no plano da salvação e hoje está assentado a direita de Deus Pai, e é o Rei dos reis, o nome sobre todo o nome. 

sábado, 12 de setembro de 2015

Cristo acima de tudo

Jesus Cristo é o Filho de Deus que se fez homem para salvar toda a humanidade da condenação eterna. Jesus Cristo, com o seu sacrifício, tornou-se o nome sobre todo nome, aquele perante o qual todo o joelho se dobrará e de quem toda a língua confessará que só Ele é o Senhor.
O nosso Senhor está acima de tudo, é o Reis dos reis e Senhor dos senhores cujo governo jamais terá fim. Na sua volta, Jesus virá como Rei, buscar a sua Igreja, e dará início a um novo reino onde a paz, amor e alegria serão abundantes.
Como filho de Deus, que veio a terra na forma de homem, Jesus Cristo é também o primogénito dos filhos de Deus. Aqueles que são chamados para fazer parte do reino de Deus e aceitaram Jesus como Senhor e Salvador tornaram-se filhos de Deus e foram  também predestinados para serem conformes a imagem do Filho de Deus como nos diz o apóstolo Paulo na epístola aos Romanos:” Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos” Rm 8:29.
Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível; a expressão exata do Ser de Deus. Através de Jesus Cristo podemos ver Deus na forma humana e conhecer o seu coração. Por ser o Cordeiro de Deus, ou seja, por ter feito a purificação dos pecados de toda humanidade, Jesus Cristo é o herdeiro de todas as coisas, o resplendor da glória, aquele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hb 1: 3).
Jesus Cristo é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, aquele que existia no princípio e que estava no princípio com Deus. Jesus Cristo é o Criador de todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados. Tudo foi criado por meio do nosso Senhor Jesus e para Ele (Cl 1:16-17).
O nosso Senhor é superior em poder, pois é superior aos homens, aos anjos e tudo subsiste nele (Cl 1.17). Jesus Cristo demonstrou o seu poder na terra, através de milagres, da sua Palavra e sobretudo através da sua ressurreição. Hoje é o nome que tem poder para salvar todos os que se aproximarem dele. Aprouve a Deus que em Jesus residisse toda a plenitude e por isso Ele é Senhor e Rei de tudo na terra e nos céus; tudo a Ele pertence (Cl 1:19).
Na Igreja, Jesus Cristo está acima de tudo pois é o Cabeça, da Igreja. Na epístola aos Colossenses o apóstolo Paulo diz-nos:” Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogénito entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,” Cl 1: 18. Como Jesus Cristo venceu a morte, pois morreu e ressuscitou, tornou-se o primogénito entre os mortos. Hoje todos aqueles que crerem no Seu Nome viverão eternamente mesmo que morram fisicamente.
Através do Seu sangue derramado na cruz do Calvário, Jesus Cristo fez a reconciliação de todos os que creem Nele com o Pai Celeste, pois pagou o preço pelos nossos pecados e tornou-nos santos, inculpáveis e irrepreensíveis perante Deus (Cl 1:22). Graças a ao seu sacrifício já não há nenhuma condenação para aqueles que creem no Seu nome.
Por estar acima de tudo e por ser o Criador de tudo, devemos toda a honra e glória a Jesus Cristo. Tudo o que temos e o que somos devemos a Ele. Devemos prostrar-nos perante Ele, e adora-lo pois Ele é o nosso Deus e o nosso Salvador.