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terça-feira, 10 de outubro de 2017

O conselho dos ímpios


Ao longo da nossa vida muitas vezes somos impulsionados por conselhos, que vêm de pessoas que não são nossas amigas, e que por isso estão mal intencionados. Estes conselhos muitos vezes fazem-nos ir por caminhos onde não temos a ajuda de Deus e que por isso se tornam caminhos de aflição para nós.


Para que não passemos por este tipo de situações Deus aconselha-nos a não deixar-nos levar por conselhos dos ímpios, nem nos deixar-mos expor as suas ideias, para que elas não contaminem o nosso coração. O Espírito Santo diz-nos isso no Salmo 1, como vemos a seguir: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Sl 1:1.


Deus aconselha-nos a não nos determos nos caminhos dos pecadores, nem entrarmos nos caminhos que sabemos que são contra a Palavra e a Lei de Deus. Embora o ato de escarnecer não nos coloque propriamente em caminhos de aflição, faz mal a nossa relação com Deus e torna o nosso coração corrompido. Deus não se agrada quando gozamos das outras pessoas, sejam pessoas amigas ou não.


O ímpio da Bíblia é aquele homem que não teme a Deus, e que pratica ações baseados em maus sentimentos como o ódio, a inveja, a malícia, a cobiça entre outras coisas. Quando um cristão não toma decisões segundo o conselho dos ímpios é bem-aventurado e as suas decisões têm sucesso. Para não tomar decisões sob a direção de ímpios o cristão necessita de meditar na Palavra de Deus e estar atento a voz do Espírito Santo que conduz-nos sempre de acordo com os mandamentos de Jesus.


No livro de Josué, vemos que o Espírito Santo aconselha a todos os que querem ser bem-sucedidos, a meditarem na Palavra de Deus dia e noite. Se o fizermos, e buscarmos a Deus em oração, todas as nossas decisões estarão de acordo com a Palavra de Deus. Vemos isso no versículo seguinte: “Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; estão farás prosperar o teu caminho e será bem-sucedido.” Js1:8


Os conselhos de Deus estão baseados na justiça, no amor, paz, retidão, paciência, altruísmo e amor ao próximo. Quando nos aproximamos de Deus para receber Dele orientação, Ele nos aconselha porque é o nosso Pai Celeste e tem grande amor por nós. Apenas em Deus existe a sabedoria e os conselhos que necessitamos como vemos a seguir: “Não! Com Deus está a sabedoria e a força; ele tem conselho e entendimento.” Jó 12:13.


Como Filho de Deus, Jesus é aquele que tem o Espírito de sabedoria e de conselho, e nos aconselha através da sua Palavra e através do seu Santo Espírito. No livro de Isaías vemos a referência das características do Espírito de Jesus Cristo: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e fortaleza, o Espírito de conhecimento e temor do Senhor.” Is 11:2.


Quando aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador, reconhecemos que precisamos da direção do nosso Mestre a cada dia. Contudo, para que possamos reconhecer quando o nosso Mestre fala connosco, através do seu Espírito Santo, é necessário que saibamos distinguir a voz do Mestre da voz da nossa carne e da voz do diabo.


Para que consigamos distinguir a voz do Mestre é necessário conhecer como o Senhor Jesus pensa sobre o pecado, sobre a forma como devemos usar os bens materiais, e sobre como deve ser o relacionamento com as outras pessoas. Por outras palavras é necessário intimidade com Jesus, e conhecer o seu coração.


O nosso Mestre deseja ser o nosso Pastor e conduzir-nos a todos, em conjunto para o reino celestial. Vemos isso no versículo a seguir: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.” Jo 10:27. Para além de falar connosco, através da sua Palavra e do seu Espírito Santo, o Senhor Jesus deixou-nos o seu exemplo para o seguirmos.


Para que possamos deixar de lado os conselhos dos ímpios precisamos de meditar na Palavra de Deus, dia e noite, para tomar decisões de acordo com os princípios de Deus. Para além disso precisamos de desenvolver intimidade com o Senhor Jesus para que possamos distinguir a sua voz e compreender o seu coração.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Guia-me nas veredas da justiça


Uma das passagens mais conhecidas da Bíblia é o Salmo 23. Neste texto bíblico o nosso Deus, o Senhor Jesus é apresentado como o Bom Pastor. Sabemos que um pastor, conduz diariamente as suas ovelhas, para permitirem que se alimentem e para protege-las dos perigos. O nosso Senhor Jesus é o Bom Pastor que conduz as suas ovelhas, rumo a pátria Celestial.

Neste Salmo podemos ver os benefícios de ter o Senhor Jesus como o Bom Pastor das nossas vidas. ”O Senhor é o meu pastor nada me faltará. Ele faz-me repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;” Sl 23:1-2. O nosso Senhor, dá-nos tudo o que precisamos, tanto física como espiritualmente; Ele sustenta-nos com as águas do seu Espírito.
 
Podemos salientar que para que o Senhor Jesus seja de fato o Pastor das nossas vidas, temos de aceita-lo como Senhor das nossas vidas; como o proprietário de tudo o que somos e temos. Para além disso, temos de aceitar a sua Palavra como a única Verdade e submeter-nos a sua vontade.

O pastor é quem dirige as suas ovelhas e quem as conduz para locais seguros, e não ao contrário. As ovelhas não sabem escolher para onde devem ir, porque são cegas e não se apercebem dos perigos a sua volta. As ovelhas da Igreja, devem por isso, ter consciência de que nada sabem sobre os perigos a sua volta e que precisam de um guia, o Bom Pastor.

Como o Bom Pastor que é Deus, e também Santo, Justo e Misericordioso, Ele leva as ovelhas por bons caminhos, por veredas da justiça, como vemos a seguir: “refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” Sl 23:3. Para que de facto o cristão possa andar pelas veredas da justiça, ele tem de ser sensível vara do Pastor, a voz do Espírito Santo.

O Pastor enquanto conduz o rebanho, por vezes tem necessidade de impedir que as ovelhas se afastem do rebanho; e ele faz isso com a vara ou o bordão. Vemos a referência da vara com que o Pastor conduz as ovelhas, no versículo seguinte: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.” Sl 23:4.

O toque da vara, pode ser um subtil conselho, pela Palavra, por exemplo, um então um repreensão mais insistente. O objetivo do toque da vara, ou da repreensão, é sempre que as ovelhas não se afastem do rebanho e para que não se percam. Como ovelhas, com capacidade de decisão que somos, temos responsabilidade naquilo que fazemos porque podemos nos decidir submeter ao bom Pastor e deixar-nos conduzir nas suas veredas de justiça ou não.

Os caminhos de justiça que a Bíblia nos fala, estão relacionados com o cumprimento dos mandamentos de Deus e com a forma como tratamos os outros a nossa volta. Deus deseja que O amemos mais do que todas as coisas e também que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos.

Amar a Deus e ao próximo, inclui principalmente, a submissão a vontade de Deus e por outro lado, o tratar o próximo com bondade, longanimidade, misericórdia, humildade, entre outras coisas. Entendamos como próximo, tanto aqueles que são nossos amigos, como aqueles que são nossos inimigos. Estas atitudes, traduzem-se em boas obras que Deus preparou para que andássemos nelas, como vemos a seguir: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Ef 2:10.

Contudo, o caminhar pelas veredas da justiça, amando ao inimigo, socorrendo ao necessitado, perdoando as ofensas, e servindo a Deus apenas é possível, através da Graça do Senhor Jesus e da capacitação do seu Santo Espírito; ou por outras palavras, é por amor ao seu nome.