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sábado, 29 de outubro de 2016

As qualidades interiores de Davi


O profeta Davi é um dos homens descritos na Bíblia que teve grande importância para Deus, a ponto de Deus ter escolhido a sua linhagem para fazer parte dos ascendentes do Senhor Jesus Cristo. Davi é também descrito na Bíblia como um homem segundo o coração de Deus.


No primeiro livro do profeta Samuel vemos que Davi era o filho mais novo de Jessé e que foi escolhido por Deus para ser rei de Israel. As qualidades que fizeram o nosso Deus escolher Davi não foram qualidades exteriores como a beleza física mas sim o seu coração.


No versículo seguinte vemos que Deus refere que não vê como os homens veem, mas sim olha para o coração. “Porém, o Senhor disse a Samuel: não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração.” 1Sm 16:7.


Davi era conhecido como um homem sisudo de palavras, ou seja, era um homem prudente e sensato no que dizia; qualidade que refletia também a sua forma de pensar a vida. Podemos dizer por isso, e pelo que vemos nos salmos, que Davi também pensava de forma prudente e sensata sobre os assuntos vida.


Mas para além de demonstrar prudência nas suas palavras, Davi também era circunspecto, um homem dado a meditação sobre Deus, sobre a vida dos homens e sobre o reino dos céus. Podemos ver a forma como Davi era atento, a as questões como a retidão exigida ao homem, a natureza, e todas as obras das mãos de Deus em vários salmos.


O salmos 15 podemos ver a meditação de Davi sobre que tipo de homem teria condições para habitar no céu. “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com a sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;” Sl 15: 1-3.


No salmos 19 vemos como Davi contempla a glória de Deus nos céus e em todo o firmamento. “ Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.” Sl 19:1-2


Apesar de ser um homem prudente, e circunspecto Davi também era um homem de guerra, corajoso, capaz de enfrentar qualquer perigo. Em várias ocasiões Davi enfrentou feras para defender o seu rebanho e quando soube que um filisteu, chamado Golias zombava do povo de Deus, dispôs-se a enfrentar o Golias pois considerava que ele estava a enfrentar o povo do Deus vivo.


Estas qualidades de Davi fizeram com que ele fosse escolhido por Saúl para ser escudeiro, alguém muito próximo do rei Saúl que ia auxilia-lo em várias questões, inclusive carregar o seu escudo quando fosse a batalha. Para além de ser destemido e um guerreiro, Davi era um homem que se notava que Deus estava com ele


No versículos seguintes vemos como descreveram Davi a Saúl e a forma como Saúl se agradou dele tornando-o seu escudeiro. “Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele.(...) Saúl mandou dizer a Jessé: Deixa estar Davi perante mim, pois me caiu em graça.” 1Sm 16:18,22.


Sem dúvida, a maior qualidade de Davi era o seu amor a Deus, e o seu interesse em praticar o que era justo perante Deus. Ao longo dos vários salmos vemos que Davi amava a justiça e a obediência a Deus e afastava-se daquilo que não era bom perante Deus.


O amor de Davi a Deus era tão grande que mesmo sendo perseguido e ameaçado por Saúl não quis levantar a mão contra ele porque este era um ungido de Deus. Nesta ocasião Davi mostrou amar mais a Deus do que a própria vida, pois deixou Saúl ir em paz quando teve ocasião de mata-lo e ver-se livre da ameaça que Saúl era para a sua vida.


Davi é um exemplo para todos os cristãos pelo seu carácter e também pela sua perseverança em amar mais a Deus do que a promessa de Deus para a sua vida, que era ser rei de Israel. Davi, meditava em Deus, nas suas obras, nas sua glória e no reino dos céu, e mostrava-se humilde perante Deus. Devemos imita-lo nestas qualidades e perseverar em caminhar com Deus.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Ser e fazer

A Bíblia ao longo do Novo Testamento indica a importância do ser e no fazer na vida do cristão. O ser do cristão deve assemelhar-se ao ser de Cristo Jesus, ou seja, assemelhar-se ao caracter do nosso Mestre. Ao Mesmo tempo que o nosso Mestre ensinou-nos o que devemos fazer, mostrou-nos também como devemos ser, que tipo de caracter devemos desenvolver ao longo da vida cristã.
O caracter do cristão é dependente do controlo que o Espírito Santo exerce sobre o cristão, quanto as suas emoções e forma de pensar. O fruto do Espírito Santo é também uma consequência no caracter do cristão que deixa-se controlar pelo Espírito Santo ao longo da sua vida.
O apóstolo Paulo indica na carta aos gálatas os frutos do Espírito Santo que são também elementos do caracter de alguém que rejeita as obras da carne e escolhe andar no espírito. O fruto da ação do Espírito Santo na vida do crente são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 4:22-23). Esses elementos são portanto, características constantes da forma de comportar do cristão e por isso tornam-se também no caracter cristão que anda no espírito.
O nosso Mestre indicou no início do Sermão do Monte características do cristão que vão de encontro com a ação do Espírito Santo na vida do crente. A humildade de coração, ou seja, a humildade na forma de pensar e de sentir, assim como a mansidão, a misericórdia, a pureza de coração e a capacidade de ser pacificador são elementos indicados pelo Mestre, como fazendo parte do caracter do cristão (Mt 5:3-11).
O caracter do cristão ou a sua forma de ser é determinante para que o cristão possa fazer o que o Mestre nos ensinou e para que o mundo reconheça o cristão como seguidor de Jesus Cristo. Na maneira de viver ensinada pelo nosso Mestre, existem duas posturas: uma postura interior no coração do cristão e outra exterior visível pelas palavras e ações para com o próximo.
As principais atitudes interiores estão relacionadas com a forma como pensamos do nosso próximo e com o tipo de sentimento que nutrimos. O nosso Mestre ensinou-nos a amar ao nosso próximo, a perdoar intimamente aqueles que nos ofenderam e orar por aqueles que nos perseguem. Para estas atitudes interiores é necessário desenvolver a humildade de coração, mansidão, a misericórdia a e a pureza de coração indicadas pelo nosso Mestre no Sermão do Monte.
O nosso Mestre ensinou-nos também que devíamos ter atitudes exteriores que amparassem ao nosso próximo, sobretudo aqueles que se encontram em dificuldades. Ensinou-nos também a não nos vingarmos, abençoar ao invés e amaldiçoar aqueles que nos maldizem. Para isso é necessário desenvolver a longanimidade, benignidade, bondade e o domínio próprio possibilitados pelo domínio do Espírito Santo na vida do crente.
Apesar de o fazer ser visível pelas pessoas que nos rodeiam ao contrário do ser, devemos também desenvolver o ser, pois o fazer também está dependente do ser, ou seja do caracter do nosso coração, que é apenas visível para Deus. Para uma vida cristã plena com uma verdadeira adoração o ser e o fazer têm de ser desenvolvidos ao mesmo tempo.